Mesa do Bairro

A semana passada, aproveitando ainda estar a “meio gás” no escritório, liguei aos meus pais para irmos os três almoçar. A minha mãe disse-me que marcasse para o Mesa do Bairro, aberto há cerca de 1 mês, porque queria ver que tal era e aproveitávamos que era perto de mim.

Como ainda não tinha ouvido falar, decidi falar com o meu amigo Google, e fui espreitar as críticas no TripAdvisor e no Zomato. O cenário não era muito animador. Imensas críticas negativas, focadas essencialmente em quatro pontos: lentidão no serviço, preços demasiado elevados, doses mal servidas e pouca simpatia dos empregados.

Fui na pior das expectativas, depois de ler todas aquelas críticas.

O restaurante tem dois andares: no primeiro, uma garrafeira de onde podemos escolher o vinho para a refeição – ou para levar para casa –, no segundo, o restaurante propriamente dito. Quando entrei, não havia ninguém no primeiro andar para me receber e me indicar para onde me devia dirigir. Decidi subir as escadas, tendo sido abordada por uma menina com um ar intrigado, como se fosse estranho eu ali estar, e indiquei-lhe o nome da reserva. Lá me levou à mesa, mas com pouca vontade. Não era propriamente a pessoa mais simpática que já conheci. As críticas começavam a confirmar-se.

Trouxeram o couvert: um saco de pano em versão mini (adorei a ideia) com pão e broa, crudités, um dip que me pareceu ser maionese com açafrão e amêndoas torradas, manteiga de salsa e azeite. Na carta diziam que o couvert tinha azeitonas, por isso pedi que as trouxessem e eram das melhores que já comi, temperadas com alho e laranja.

O couvert era óptimo e fez com que começassem a esfumar-se as críticas que tinha lido de manhã. Além disso – e com excepção da senhora que (não) me recebeu –, achei todos os empregados muito simpáticos. Também adorei o facto de todos os empregados terem auriculares e microfones e comunicarem assim uns com os outros, evitando instruções e recados aos gritos.

Pedimos uma sapateira, um mil folhas de bacalhau com grão e coentros e umas pataniscas de bacalhau com arroz de tomate. Os pratos chegaram super rápido e em doses muito bem servidas. Eu tive direito a 5 pataniscas de bacalhau e a um panelão de arroz de tomate, o que dava bem para duas pessoas, especialmente tendo em conta a riqueza do couvert. Nesta altura já as críticas tinham ido pelo cano abaixo. Tendo em conta esta nossa experiência, eram injustas porque não correspondiam à realidade.

Já estávamos mais do que satisfeitos, mas decidimos pedir o pastel de nata desconstruído com gelado de canela, que dividimos por três. Confesso que já me irrita a desconstrução dos pratos – já passou o tempo em que era novidade e tudo se desconstruía. Mas era uma boa sobremesa que fechou muito bem o nosso almoço.

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O único senão para mim foi o preço: pagámos um bocado mais do que 15€ por pessoa, o que é muito para almoço (tendo especialmente em conta que a sobremesa foi dividida e que só bebemos água). Acho que deviam fazer menus de almoço muito mais baratos, até porque hoje em dia se almoça em qualquer sítio por menos de 10€ e com tudo incluído.

Pareceu-me um restaurante perfeito para um jantar, a dois ou cheio de amigos. Vamos voltar!

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