Real Pão de Ló

O Real Pão de Ló nasceu em Alvalade há menos de duas semanas. Instalou-se onde era o Atelier de Chocolate por Maria Galamba, que fechou antes de eu ter tido oportunidade de lá ir.

Esta 2.ª feira que passou, tínhamos jantar marcado cá em casa e já estava a ver o tempo escassear para fazer a sobremesa. A caminho do Pingo Doce, passei na Conde Sabugosa e vi uma montra com uns pães-de-ló muito altos, com óptimo aspecto.

Lá dentro, num espaço muito pequenino, umas senhoras bebericavam chá e café, enquanto conversavam com as meninas da loja.

Ofereceram-me logo a provar o pão-de-ló e adorei. Sou suspeita, porque adoro pão-de-ló. Mais seco, menos seco, com ou sem doce de ovos – sempre adorei pão-de-ló. E este é capaz de ser o melhor que já comi. Não é totalmente seco, como o pão-de-ló tradicional, mas também não é mole no centro, como o pão-de-ló de Ovar. É um pão-de-ló totalmente cozido, mas com uma textura meio húmida. Não sei explicar: passem lá, não se vão arrepender.

Éramos só 4 ao jantar e como o pão-de-ló que trouxe era grande, acabou por sobrar imenso. Somos só dois (e meio) cá em casa e o meu marido não come doces, por isso hoje ainda cá temos um bocado de pão-de-ló. E inacreditavelmente, continua tão “fofinho” como no dia em que o comprei.

Na loja, além do pão-de-ló, deram-me a provar um bolo de chocolate (daqueles óptimos que são líquidos por dentro), e vai claramente ser a próxima compra!

O pão-de-ló custa 13,5€ o kg (o meu tinha 1kg e pouco).

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O nosso dia do Pai

Andava há vários dias a namorar uma estatueta do Fernando Pessoa na montra da Espazo – Self Stores, no cruzamento da Av. de Roma com a Av. dos Estados Unidos da América. Era o presente ideal para dar ao meu pai dia 19 de Março.

Sábado de manhã lá fui, e aproveitei para ver os vários espaços dentro do showroom.

O conceito é simples: um espaço aberto, onde várias marcas expõem os seus produtos. Há de tudo, desde roupa para crianças, a artigos feitos à mão, bijuteria, roupa para mulher com imensa pinta, presentes mega originais, sweat-tshirts, “os ó-ós mais fofinhos do planeta”, toalhas de praia…

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Há uns tempos tinham na montra umas estatuetas lindas (eu adoro, mas o meu marido odeia), que eram mães pretas, super originais e coloridas. Já não vi as pretas, mas vi estatuetas semelhantes, da mesma artista (infelizmente não me lembro do nome), igualmente lindas:

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Adoro as jardineiras e vestidos cheios de pinta que têm sempre nas montras, muitas vezes com versões a combinar para filhas (e filhos!). Fiquei apaixonada pelas jardineiras da montra (vêem-me mais a mim do que às jardineiras, mas fica a ideia).

E voltando ao tema, para o meu pai comprei a tal estatueta do Fernando Pessoa: um presente original e com materiais reciclados, já que é feita de terracota à volta de uma garrafa de champanhe. É cada vez mais difícil oferecer presentes ao meu pai, e este é único (a artista nunca faz dois iguais).

O meu marido também teve direito a presentes do dia do pai, feitos na creche. Mas eu não quis deixar de fazer qualquer coisa com o bebé para ele. Como adora ler, lembrei-me de fazer um marca-páginas com o braço e mão do bebé. Depois peguei naquela mãozinha gorda com quase 8 meses e escrevemos os dois “PAI”. Claro que adorou 😉

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Sushi@Home

Às vezes tenho desejos incontroláveis de sushi, mas nem sempre tenho paciência para sair de casa, ainda por cima com a logística toda à volta do bebé (veste, prepara mala, põe no carrinho, tira do carrinho, põe no carro, tira do carro, põe no carrinho; tira do carrinho, põe no carro, tira do carro, põe no carrinho… vocês sabem). Juntar a esta equação chuva + vento, e a balança começa a pender mais para o lado do “ficar em casa”. Mas o que fazer ao desejo cada vez mais descontrolado?

Alguma alma genial e amiga de pessoas como eu começou a criar o conceito do “sushi em casa”. A primeira vez que vi uma coisa do género foi há uns anos e lembro-me de ser uma página no facebook chamada “Sushi em tua casa? Lisboa”, ao princípio com um tímido número de likes e que agora já conta com mais de 20.000.

Depois começaram a surgir cada vez mais conceitos do género, e hoje há alguma oferta (assim de repente vêm-me à cabeça o Home Sweet Sushi e o Sushi@Home).

Tentei ligar para o Home Sweet Sushi primeiro, mas ainda estava fechado (faltavam uns minutos para o meio-dia), e as encomendas on-line eram só para o dia seguinte.

Experimentei o Sushi@Home, pedi uma alarvice de sushi (quando me perguntaram quantos pauzinhos eram, disse timidamente que era só 1 conjunto) e 20 minutos depois já tinha tudo em casa.

Pedi o menu individual fusão (16 peças + bebida) e dois temakis. Em teoria esta quantidade não seria exagerada para uma pessoa que come como eu – no que toca a sushi, como o mesmo que comeria um lutador de Sumô. Mas eu não fazia ideia que os temakis do Sushi@Home era super-hiper-mega gigantes. Já acho os do Noori grandes (o que para mim é óptimo), mas estes são o dobro!! O que pedi dava bem para 2 pessoas.

O sushi é muito bom, o serviço é impecável e as pessoas são todas simpatiquíssimas – tudo razões para voltar a encomendar 😉

Mesa do Bairro

A semana passada, aproveitando ainda estar a “meio gás” no escritório, liguei aos meus pais para irmos os três almoçar. A minha mãe disse-me que marcasse para o Mesa do Bairro, aberto há cerca de 1 mês, porque queria ver que tal era e aproveitávamos que era perto de mim.

Como ainda não tinha ouvido falar, decidi falar com o meu amigo Google, e fui espreitar as críticas no TripAdvisor e no Zomato. O cenário não era muito animador. Imensas críticas negativas, focadas essencialmente em quatro pontos: lentidão no serviço, preços demasiado elevados, doses mal servidas e pouca simpatia dos empregados.

Fui na pior das expectativas, depois de ler todas aquelas críticas.

O restaurante tem dois andares: no primeiro, uma garrafeira de onde podemos escolher o vinho para a refeição – ou para levar para casa –, no segundo, o restaurante propriamente dito. Quando entrei, não havia ninguém no primeiro andar para me receber e me indicar para onde me devia dirigir. Decidi subir as escadas, tendo sido abordada por uma menina com um ar intrigado, como se fosse estranho eu ali estar, e indiquei-lhe o nome da reserva. Lá me levou à mesa, mas com pouca vontade. Não era propriamente a pessoa mais simpática que já conheci. As críticas começavam a confirmar-se.

Trouxeram o couvert: um saco de pano em versão mini (adorei a ideia) com pão e broa, crudités, um dip que me pareceu ser maionese com açafrão e amêndoas torradas, manteiga de salsa e azeite. Na carta diziam que o couvert tinha azeitonas, por isso pedi que as trouxessem e eram das melhores que já comi, temperadas com alho e laranja.

O couvert era óptimo e fez com que começassem a esfumar-se as críticas que tinha lido de manhã. Além disso – e com excepção da senhora que (não) me recebeu –, achei todos os empregados muito simpáticos. Também adorei o facto de todos os empregados terem auriculares e microfones e comunicarem assim uns com os outros, evitando instruções e recados aos gritos.

Pedimos uma sapateira, um mil folhas de bacalhau com grão e coentros e umas pataniscas de bacalhau com arroz de tomate. Os pratos chegaram super rápido e em doses muito bem servidas. Eu tive direito a 5 pataniscas de bacalhau e a um panelão de arroz de tomate, o que dava bem para duas pessoas, especialmente tendo em conta a riqueza do couvert. Nesta altura já as críticas tinham ido pelo cano abaixo. Tendo em conta esta nossa experiência, eram injustas porque não correspondiam à realidade.

Já estávamos mais do que satisfeitos, mas decidimos pedir o pastel de nata desconstruído com gelado de canela, que dividimos por três. Confesso que já me irrita a desconstrução dos pratos – já passou o tempo em que era novidade e tudo se desconstruía. Mas era uma boa sobremesa que fechou muito bem o nosso almoço.

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O único senão para mim foi o preço: pagámos um bocado mais do que 15€ por pessoa, o que é muito para almoço (tendo especialmente em conta que a sobremesa foi dividida e que só bebemos água). Acho que deviam fazer menus de almoço muito mais baratos, até porque hoje em dia se almoça em qualquer sítio por menos de 10€ e com tudo incluído.

Pareceu-me um restaurante perfeito para um jantar, a dois ou cheio de amigos. Vamos voltar!

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BeBunXi

A BeBunXi é uma marca de bens para crianças que funciona apenas on-line. Como esta modalidade “on-line” chega a qualquer bairro, é também uma marca do bairro de Alvalade 🙂

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Por trás da BeBunXi temos uma arquitecta com um jeitaço para trabalhos manuais, que, por uma série de vicissitudes, decidiu iniciar um novo capítulo na sua vida dedicando-se a várias actividades, entre as quais está este projecto.

A Bebunxi tem bodies, coroas, mochilas, jogos, tudo para bebés, tudo super original. Nunca a sigla BBB (bom, bonito e barato) se adaptou tão bem a uma marca.

O primeiro produto que conheci da BeBunXi foi o Pee Pee Teepee: um mini-chapéu forrado no interior por tecido turco mega absorvente, e uma ajuda preciosa para nós, mães de rapazes. Quantas e quantas vezes não levei com uma “chichizada” do bebé em cima, mesmo precavendo-me com umas toalhitas em cima. O resultado era sempre igual: ele a mexer-se imenso, a toalhita a cair, e eu a ver chichi na minha direcção (em todas as direcções, para dizer a verdade). Ofereceram-me os Pee Pee Teepee da BeBunXi e fiquei louca!

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A primeira vez que usei achei que o bebé simplesmente não tinha feito chichi, para variar. Quando levantei o chapeuzinho, senti que estava encharcado e percebi que o Pee Pee Teepee tinha feito o trabalho na perfeição. Fiquei encantada!

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Tenho também os babetes anti-babas, óptimos para esta altura em que já lhe romperam dois dentinhos e os bodies ficavam constantemente molhados…

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…e os babetes para a sopa, que são do melhor que há! Os outros babetes que tenho ficam com manchas de sopa híper-resistentes a várias lavagens, o que não dá vontade nenhuma de os guardar para os próximos filhos. Estes da Bebunxi – provavelmente pelo tecido exterior – ficam impecáveis depois de os lavar – ninguém diria que por ali passou sopa.

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fotografia retirada da página de facebook da BeBunxi

 

Podemos escolher os tecidos, que são todos uma tara, é tudo feito à mão e português!

Aconselho-vos a irem descobrir a BeBunXi, que por enquanto está apenas no facebook: https://www.facebook.com/bebunxi/?fref=photo

Vão lá espreitar e depois digam-me se não é o máximo!

 

 

NYBC Bagel Cafe

Entre consulta da pediatra e ter que esperar pela EMEL para desbloquear o carro que tinha ficado mal parado, passava já das 15h e ainda não tinha almoçado.

Já esganada de fome, apetecia-me qualquer coisa rápida, barata e fora de casa, para evitar a espera que cozinhar implica e para poupar uns minutos a lavar a louça. Lembrei-me de ter passado, na Avenida de Paris, por uma loja de bagels, e decidi ir espreitar.

A-do-rei!

A escolha é mais que muita: primeiro, escolhemos o bagel (entre 12 sabores diferentes, que vão desde as pepitas de chocolate à cebola); depois, escolhemos o recheio, que pode ser doce ou salgado.

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O bagel pode ser tostado ou não. Pode ser comido simples, com queijo-creme, manteiga ou nutella, com salmão, frango ou legumes.

Há bagels predefinidos para indecisos, que era o meu caso. Pedi o recheio de salmão (com queijo-creme, cebola roxa e alcaparras), num bagel de cebola e estava maravilhoso.

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Além dos bagels, têm também cookies, cupcakes, brownies e bolos à fatia totalmente proibitivos para quem quer fazer dieta. Eu, apesar de estar a fazer dieta quase desde que nasci, não consegui sair de lá sem comer um brownie – e não me arrependi 😉

Trouxe também uns bagel chips de alho a pensar no marido.

Antes de me vir embora,  vi uma senhora a levar imensos bagels, de vários sabores, sem recheio, para ter em casa. Vou aderir a essa ideia! Trazer uma mão cheia, congelar e ter sempre pronto a torrar. Que maravilha!

Presentes caseiros

Lembram-se de ter falado, no post sobre a livraria Barata, de um livro chamado “Presentes culinários feitos por si”?

O objectivo era oferecer só presentes caseiros no Natal que passou. Infelizmente, por abundância de falta de tempo, acabei por me enfiar num centro comercial dia 24 onde comprei todos os presentes de – literalmente – última hora.

Só consegui fazer gomas e um “hot cocoa mix”, que é o mesmo que dizer “mistura para chocolate quente”.

Há uns dias, fez anos uma amiga e quisemos oferecer-lhe um presente caseiro. Decidi então fazer um cabaz de “brunch”, com um frasco de granola, uma caixinha de bolachas, um doce de laranja (a única coisa de compra), um mix para panquecas, um mix para chocolate quente, chá de lúcia-lima e, porque um brunch sem álcool é só um pequeno-almoço, um “vin d’orange”, que é tipo um vinho licoroso.

O livro tem mil e uma ideias, vale mesmo, mesmo a pena! E quando as coisas saem bem, ficamos felizes e relaxados. Vou fazer muitos mais presentes caseiros, daqui para a frente!

Daifukus e resoluções de Ano Novo

No último post – primeiro de 2016 -, falei-vos de uma receita de gelado de chá verde, que viria depois a rechear uns daifukus, que fiquei de partilhar. A receita dos daifuku pedia “farinha de arroz glutinoso”, mas, achando que a parte do glutinoso era só um pormenor, decidi usar farinha de arroz normal e seguir os passos como se da outra farinha se tratasse.

De aspecto os daifuku ficaram óptimos. Já o sabor e a textura não fazem jus a esta sobremesa japonesa. Não sei bem que propriedades é que a farinha de arroz glutinoso tem, mas com certeza fará a diferença para que o daifuku não fique tão denso. Tenho que descobrir onde arranjar e depois volto a tentar.

 

Entretanto, agora que se inicia um novo ano, decidi fazer uma lista de resoluções, que vai ser “testada” a 31 de Dezembro.

Já não devia escrever resoluções de Ano Novo há uns 10 anos.

Quando era mais nova, e por influência da minha irmã mais velha, escrevia 12 resoluções numa folha e olhava para cada uma à medida que comia passa a passa, na esperança de que se concretizassem todas. Talvez porque não comia as passas com gosto – antes as comia com bastante repulsa –, por norma, as minhas resoluções não passavam nunca disso mesmo: resoluções. Ou talvez porque eram mais sonhos do que propriamente resoluções, do género “casar com o Buffon” ou “ser a pessoa mais brilhante do mundo”.

Passei a noite de 2015 para 2016 em casa da minha irmã que, mantendo a sua tradição, tinha uma lista com as 12 resoluções para 2016, e fiquei com vontade de fazer a minha própria lista de intenções para este ano que começa.

Em 2016, quero:

  • Ser menos preguiçosa;
  • Ser mais arrumada (esta resolução já vem do ano passado, e tenho agora a ajuda da Marie Kondo, de que já tinha falado no blog, mas que ainda não produziu grandes frutos, provavelmente porque também ainda não lhe dei a devida dedicação);
  • Deixar de roer as unhas;
  • Descobrir mais e novos sítios para publicitar no blog;
  • Cozinhar mais. Tenho uma colecção gigante de livros de culinária, que é o presente que mais gosto de receber, e já fiz bons investimentos em utensílios de cozinha. Tenho sempre mil e uma receitas que quero experimentar, e invenções que pretendo testar. E, no entanto, acabo por não cozinhar nem ¼ do que gostaria. E não há nenhuma razão para ser assim;
  • Fazer o DALF de uma vez por todas;
  • Nunca faltar à missa ao Domingo;
  • Fazer mais fins-de-semana fora a 3;
  • Ter mais paciência;
  • Perder 10 kgs;
  • Pôr em prática um projecto que está na cabeça há uns 5 anos (para o qual preciso muito de perder os 10 kgs!!)
  • Ser mais feminina. Vestir-me melhor, maquilhar-me, andar com o cabelo arranjado, usar saltos de vez em quando.

São 12 resoluções que, na verdade, “escondem” muitas mais. E a ver se este ano passam todas de resoluções a concretizações 😉

Gelado de chá verde

Antes de mais, bom 2016!

É uma hora estranha para estar a escrever um post, eu sei. Mas está a dar-me uma terrível insónia e, antes de me lançar para um mini-maratona de Sex and the City (pela enésima vez – juro que já sei as falas de cor) para pegar o sono, decidi vir escrever o primeiro post do ano.

Não vou partilhar nenhuma descoberta, mas partilhar convosco aquilo que tinha prometido no facebook e no instagram: a minha experiência com um gelado de chá verde caseiro, ideal para rechear uns igualmente caseiros daifukus, ou mochis. Quem está a ficar com os olhos em bico, não desista já.

Há uns dias experimentei, pela primeira vez, fazer gelado de chá verde. Desde que provei este gelado no saudoso restaurante japonês Aya, quis experimentar fazer em casa, mas era preciso um pozinho precioso: matcha, que só encontrava em lojas gourmet, em frascos de centenas de gramas que custavam – e não estou a exagerar – para lá de 60 €.

Aqui no bairro abriu a Maria Granel, de que já falei aqui, e, tendo em conta o conceito, era o sítio perfeito para ir procurar os poucos gramas de matcha que precisava para fazer o gelado. Lá fui, trazendo para casa os meus 10 gramas (literalmente) desta preciosidade, que guardei até ter disponibilidade mental para pôr mãos à obra.

Procurei dezenas e dezenas de receitas na internet, mas aquela que mais me convenceu foi esta, tirada do site “casa do chá“:

  • 500 ml de leite gordo
  • 100 ml de natas gordas
  • 3 gemas de ovo
  • 100 gramas de açúcar
  • 10 gramas de chá verde em pó (matcha)

A lista de ingredientes é simples, mas a preparação requer alguma paciência. Eu não tinha leite gordo, por isso usei leite meio gordo e cruzei os dedos para que resultasse (spoiler alert: resultou!). As natas usei frescas, porque a minha confiança nas “não frescas” é muito pouca – servem para gratinar e pouco mais.

Primeiro, comecei por bater na minha mágica e adorada Kenwood os ovos com o açúcar e o chá verde. Bati bem, até os ovos terem dobrado de volume e estar uma mistura cheia de ar. Juntei o leite e as natas numa panela e levei ao lume até começar a fervilhar.

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Tirei do quente e fui juntando, pouco a pouco, a mistura de leite e natas à mistura dos ovos, açúcar e chá verde. A querida Kenwood foi fazendo o trabalho de mexer vigorosamente, o que é essencial, porque com o calor do leite, ou se mexe depressa ou saem uns ovos mexidos doces com sabor a chá verde.

Depois, passei esta mistura novamente para a panela e pus em lume médio-baixo (é agora que entra a parte da paciência). A receita em que me baseei fala em mexer sempre durante cerca de 10-12 minutos. Quando li isto até bufei e mal sabia eu que ia ficar a dar ao braço durante 25 minutos. Querida Bimby, se puderes adaptar esta receita às tuas necessidades – e às minhas – eu ficava eternamente agradecida.

Esta história do “mexer sempre” pode parecer uma treta, mas não é. É preciso mexer sempre, mesmo, sob o risco de coalhar a mistura por causa dos ovos. Quando a mistura estiver suficientemente cremosa e espessa para cobrir a parte de trás de uma colher, está pronta a base do gelado.

Ao longo dos 25 minutos, o líquido vai perdendo a palidez e ganha a cremosidade e o verde-vivo característico do gelado de chá verde.

O ideal, depois, teria sido verter esta mistura numa máquina de gelados e deixar a bater uns minutos, para ficar com uma textura cremosa e livre de cristais de gelo. Mas eu não tenho máquina de gelados. O site de onde tirei a receita sugeria o seguinte, para pessoas sem máquina: “coloque a mistura numa taça que possa ir ao congelador, deixe gelar durante 2 horas, depois volte a bater tudo de novo até ficar cremoso. Volte a congelar, e repita esta operação cerca de 3 a 4 vezes, até a mistura ficar cremosa. Leve ao ou congelador até gelar“.

Claramente não me ia dar a tanto trabalho. E, imbuída do espírito cria-atalhos da Nigella Lawson, decidi simplesmente pôr a mistura numa taça e pôr a congelar.

Claro que o gelado ganhou alguns cristais. Mas ficou uma delícia! Se forem fãs, como eu, de gelado de chá verde… experimentem! Vale mesmo muito a pena. Num japonês, uma bola de gelado de chá verde deve rondar os 3€. Em casa e por cerca de 2,5€, ficam com 1 litro de gelado maravilhoso para satisfazer desejos repentinos. Como eu tenho. Tantas e tantas vezes.

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No próximo post, mostro-vos a receita dos daifuku (mochi), que são uma iguaria japonesa que adoro e não há muito por aí. Novo spoiler: ficaram um espectáculo! Surpreendi-me a mim mesma 😉

Casa do Gelado

Lisboa tem muito boas geladarias. No meu top 3 estão a Nannarella (em São Bento), a Conchanata (aqui no bairro, na Avenida da Igreja – fechada até à Primavera) e o Santini – se bem que ainda me custa lembrar que há Santini em Lisboa (fazíamos viagens a Cascais só por uma (ou duas) bola(s) de gelado).

Recentemente descobri, aqui no bairro, uma geladaria fabulosa: a Casa do Gelado, que já existia bem antes de eu ter nascido. Ouçam, é mesmo incrível. Tem mil opções de sabores, dos mais tradicionais (avelã, amêndoa, morango, baunilha, chocolate) aos mais originais (chocolate com laranja, arroz doce, chocolate branco com pedaços crocantes de avelã). Têm todos uma coisa em comum: são absolutamente deliciosos!

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Qualquer que seja o sabor, podem esperar o gelado mais cremoso de sempre. Têm também crepes, gaufres e batidos, tudo igualmente delicioso.

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Por 3€, comi um copo com três sabores: physalis, pistáchio e avelã. Tão, mas tão bons! Até o bebé quis provar um bocado… 😉

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